WEARABLE TECH: TECNOLOGIAS APLICADAS A VESTIMENTAS PROMOVEM INCLUSÃO SOCIAL E PROXIMIDADE




Por Rodrigo Vinícius de Carvalho:

O conceito de Fashion Tech se refere ao encontro do mercado da moda com a inovação tecnológica. O constante avanço das tecnologias disruptivas vêm proporcionando uma revolução na sociedade, tornando nossas relações cada vez mais digitais, remotas e virtualmente conectadas.


A indústria da moda vem buscando se alinhar a esta nova realidade.


Especificamente falando de vestuário, podemos nos referir à Wearable Tech, ou seja, “tecnologia que pode ser vestida”. Peças tecnológicas vêm sendo desenvolvidas trazendo conforto e aplicabilidade prática, aliando inovação à área da moda.


Trazemos aqui dois exemplos de inovações aplicadas a peças do vestuário que, além de constituírem avanços tecnológicos relevantes, promovem também a inclusão e a proximidade humana – tão importantes em tempos de distanciamento e relações virtuais como os que vivemos. Ambos os casos foram desenvolvidos pelo estúdio CuteCircuit.


SOUNDSHIRT


A Soundshirt é uma camiseta que é capaz de interagir com o corpo do usuário e transmitir sensações físicas passadas pelas músicas.


Através de sensores localizados de forma estratégica, a Soundshirt “interpreta” os sons através de vibrações e proporciona uma experiência real de imersão musical.


Esta inovação ganha contornos mais interessantes ao pensarmos em seu uso para promover a inclusão, pois permite que pessoas surdas tenham a experiência de “sentir” uma música, levando-as à uma sensação muito próxima à de efetivamente estar ouvindo.


Todos estes atributos levaram a Soundshirt a ser nomeada uma das 100 melhores invenções de 2020, em lista da revista Times. Outros reconhecimentos foram obtidos pela Soundshirt no aspecto de inovações com impacto social e tecnologias que melhoram a qualidade de vida.


HUGSHIRT


Dentro deste mesmo conceito de interação com o corpo do usuário, a Hugshirt permite o envio de abraços à distância.


O sistema da camiseta funciona vinculado à um aplicativo de celular, por meio do qual é possível “gravar” um abraço e enviá-lo a outra pessoa, que “recebe” seu abraço através dos sensores localizados na camisa.


O conceito da Hugshirt foi desenvolvido inicialmente em 2002, portanto, não é tão recente. Porém, o sistema foi sendo aprimorado e lapidado ao longo dos anos, com a inclusão do aplicativo e fornecendo um alcance cada vez maior. Em 2006, a Hugshirt também foi incluída na lista de 100 melhores invenções da revista Times.


Nos tempos atuais que vivemos, onde o distanciamento social se impôs a todos, a possibilidade de receber um abraço à distância de uma pessoa querida pode ser reconfortante e estimulante.


CONCLUSÃO


Os casos citados demonstram formas criativas de aliar o desenvolvimento tecnológico à área da moda, promovendo inovação, conforto e inclusão social.


Os co-fundadores da CuteCircuit, Rosella Francesca e Ryan Genz, começaram a trabalhar juntos devido ao interesse comum na criação de tecnologias que amplifiquem as sensações do corpo. Juntos, eles possuem 6 (seis) processos de patente para seus desenvolvimentos, sendo 3 (três) deles relacionados ao uso de sensores e multimídia em peças de vestuário.


Assim, vemos que a união da moda à tecnologia é uma tendência que veio para ficar. O estímulo à inovação é fundamental e pode ser incorporado aos mais diversos setores econômicos, com resultados que aliam o desenvolvimento econômico e responsabilidade social de forma plena.



Links: https://cutecircuit.com/ https://cutecircuit.com/soundshirt/ https://cutecircuit.com/hugshirt/ https://cutecircuit.com/biography/



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